BLOG DAS ARTES VISUAIS

Quando a poesia popular muda o jeito de ver o mundo
Featured

Quando a poesia popular muda o jeito de ver o mundo

Informação
19 acessos

Olá, pessoal!

Hoje eu quero abrir o coração sobre uma experiência prazerosa que, além de enriquecer meu repertório cultural, tem transformado meu olhar como artista e educador. Recentemente, mergulhei de cabeça no curso de Literatura de Cordel da Fundação Demócrito Rocha (UANE/FDR), na modalidade EaD, e o que encontrei foi um tesouro de sabedoria, rima e resistência. Eu já havia feito outros cursos pela FDR e já conhecia a excelência na qualidade do conteúdo.

Sabe aquele tipo de aprendizado que faz a gente se envolver a ponto de esquecer o tempo e espaço? Pois é. Conhecer, estudar e me aprofundar no universo do Cordel não é apenas ler poesias que por muito empo eram publicados em folhetos pendurados em barbantes; é entender como a cultura nordestina consegue transformar o cotidiano em algo fantástico.

Ainda estou na metade do curso mas a vontade de escrever sobre esse assunto foi mais forte, e como estava devendo um post aqui no Blog da Escola de Artes, venho compartilhar minha experiência nesta primeira etapa do curso, onde estou descobrindo coisas fascinantes que estão mudando e enriquecendo minha percepção.

Nesta jornada, fui entendendo que o Cordel é uma forma muito própria de contar histórias: ele mistura humor, exagero, crítica social, fantasia e observação do cotidiano de um jeito direto e acessível. É uma linguagem onde a realidade não é negada, mas reinventada, às vezes com ironia, às vezes com lirismo, quase sempre com inteligência e sensibilidade popular. O riso aparece não apenas como entretenimento, mas como uma forma de resistência e de leitura crítica do mundo. Para quem vive o dia a dia de uma escola de artes, é emocionante perceber o Cordel como uma ferramenta pedagógica potente, capaz de dialogar com diferentes idades e níveis de formação, estimulando empatia, imaginação e a compreensão das relações entre o indivíduo, o coletivo e o outro.

Fiquei encantado com a forma como os poetas adaptam clássicos dando-lhes sotaque nordestino e ritmo poético, ou como nos levam para viagens fantásticas até a Grécia antiga no dorso de um Pavão Misterioso.

A Literatura de Cordel é a prova de que a arte não precisa de molduras caras para ser profunda. Ela precisa de voz, de povo e de alma. Se você, como eu, ama as artes, convido você a olhar com mais carinho para essa joia brasileira.

E você? Conhece essa riqueza cultural que é a Literatura de Cordel? Comenta aí embaixo. Por aqui ainda falta metade do curso quando estou escrevendo esse texto. Prometo que esse tema ainda vai render mais conteúdo na Escola de Artes. Mal posso esperar para compartilhar o resto dessa jornada com vocês!

Marcos Antônio
Professor da Escola de Artes

Artigos Relacionados

logo escoladeartes

“O Blog das Artes Visuais é uma iniciativa do Professor Marcos Antonio, artista, designer, professor e criador de conteúdo apaixonado por HQs, games e educação em artes.”